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"(…) tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, E parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!" O Primo Basílio
"- Você o manteve vivo para que pudesse morrer na hora certa? - Não fique chocado, Severo. Quantos homens e mulheres você viu morrer? - Ultimamente só os que não pude salvar. - Ele se levantou. - Você me usou. - Em que sentido? - Espionei por você, menti por você, corri risco mortal por você. Supostamente tudo para manter o filho de Lílian Potter vivo. Agora você me diz que o esteve criando como um porco para o abate… - Ora, isso é comovente Severo - exclamou Dumbledore, sério. - Você acabou se afeiçoando ao menino, afinal? - A ele? - gritou Snape. - Expecto Patronum!> Da ponta de sua varinha irrompeu a corça prateada: ela pousou, correu pelo soalho do gabinete e saiu voando pela janela. Dumbledore observou-a se afastando pelos ares e, quando seu brilho prateado se dissipou, ele se dirigiu a Snape e seus olhos estavam cheios de lágrimas. - Depois de todo esse tempo? - Sempre - respondeu Snape." Harry Potter e as Relíquias da Morte
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